O perfil do professor do futuro (Slid)





PERFIL DO PROFESSOR DO FUTURO
RESUMO


1.  Professor é, necessariamente, pesquisador, ou seja, profissional da reconstrução do conhecimento, tanto no horizonte da pesquisa como princípio científico, quanto, sobretudo, como princípio educativo.
Ser professor é substancialmente saber “fazer o aluno aprender”, partindo da noção de que ele é a comprovação da aprendizagem bem-sucedida.
O professor que não sabe trabalhar o lado disruptivo do conhecimento, além de perder a oportunidade de participar da engrenagem mais inovadora da sociedade, não tem condição de formar o aluno no sentido de burilar o sujeito autônomo. Se o professor não é capaz de construir esta autonomia em si mesmo, não pode fomentá-lo no aluno.
2.  Professor precisa ser formulador de proposta própria, ou seja, precisa saber elaborar com autonomia.
A elaboração própria representa tarefa crucial, em alguns sentidos:
a.   Funda a noção de autor;
b.   Burila a noção de “sujeito capaz de história própria”;
c.    Mostra que sabe aprender bem;
d.   Repele o risco de reprodução e subalternidade;
e.   Afasta-se do instrucionismo.

“PARA SER PROFESSOR É MISTER SER EM ALGUMA MEDIDA PEDAGOGO”

·      Cuidar da aprendizagem do aluno não é atividade que se aprenda por osmose, ou como simples decorrência do título de PhD, ou como encenação caricata em sala de aula. Exige conhecimento de causa, traquejo em teoria da aprendizagem, reflexão madura sobre causa, traquejo em teoria da aprendizagem, reflexão madura sobre como avaliar e orientar.
3.  Professor do futuro não valoriza somente o legado teórico, mas sabe fazer a prática trajetória de reconstrução do conhecimento, desde que saiba teorizar.
·      Decisivo não é “fazer”, mas “saber fazer”, já que é mister sempre “refazer”.
·      O professor do futuro demonstra que sabe se reeducar todos os dias, por ser esse um critério para sua qualidade profissional.
4.  Professor precisa compor-se com a atualização permanente.
·      Não é viável dominar conteúdos extensamente, devido a velocidade com que os conhecimentos se inovam, assim: nenhum estudo é terminado; mais do que titulação acadêmica,  é necessário uma habilidade reconstrutiva científica continuada;
5.  O professor do futuro precisa aperfeiçoar-se com a instrumentação eletrônica. Cabe ao professor, em especial o pedagogo, trabalhar a aprendizagem nos meios eletrônicos, diminuindo a distância hoje vigente entre a modernidade dos instrumentos e o atraso didático.
6.  O professor do futuro, que é atualizado, precisar ser interdisciplinar.
Interdisciplinaridade não no sentido de acumulação de superficialidades, mas de busca de conhecimentos especializados e, sobretudo sistemáticos, analíticos e meticulosamente reconstruídos.
7.  O professor do futuro deve buscar capacitação constante e ter pelo menos mestrado, principalmente, o professor universitário!
8.  O professor da Educação Básica, que está mais próximo da cidadania popular, precisa formar-se adequadamente na origem e manter-se atualizado de maneira permanente, pois, o resgate dessa classe resulta impreterivelmente no resgate da própria educação básica!
“Sua missão é inventar um povo que saiba pensar. Para tanto, precisa saber pensar.”
9.  O professor do futuro é aquele que sabe fazer o futuro.

"O que é ser professor hoje? Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crí tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber – não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindí veis." Moacir Gadotti.


Referência
DEMO, Pedro. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 2004. p. 77-89.


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