Resenhando um artigo de Gustavo Ioschpe

Olá amigas e amigos!Fiz esta resenha para apresentar em um módulo da minha pós. Ela está bem sintetizada e segue as dicas que já postei aqui de, como elaborar uma resenha crítica (ver em "Trabalhos acadêmicos"). Então, resolvi dividí-la com vocês!Sintam-se à vontade para comentar, discordar ou concordar com as idéias aqui propostas!Um abraço a todos!




Resenha crítica do artigo escrito por Gustavo Ioschpe. Como melhorar a educação brasileira – Parte 1. Você encontra o texto dele, na íntegra, na edição 2190 de 10/11/2010. pág. 94-96. Disponível em: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx.



O texto do polêmico economista especialista em educação, Gustavo Ioschpe, inicia-se assinalando para o que ele considera como caminho para melhorar a educação brasileira, com uma crítica às promessas eleitoreiras, por considerar que os candidatos apontam, apenas, soluções quantitativas e omitem as qualitativas. Na opinião do colunista, a solução para o problema educacional brasileiro está focado nas práticas em sala de aula, na formação de professores e na administração escolar. Em primeiro momento, o texto destaca um primeiro fator: a prática em sala de aula. Ioschpe defende que o baixo nível na formação de professores e diretores não é impedimento para a tomada de decisões e aplicação de atitudes que melhorem o aprendizado dos alunos. Algumas práticas para a melhoria na aprendizagem dos alunos sugeridas no texto são: a utilização eficiente do tempo em sala de aula, onde é destacada a relevância do diálogo (feedback) sobre exercícios feitos em casa, onde não há apenas a prescrição de tarefas, mas a correção compartilhada. O autor considera que exercícios em sala de aula são “contraproducentes”, ou seja, exercícios devem ser feitos em casa. Além do fator exercícios de casa, é destacada, ainda, a valorização dos testes, onde, segundo Ioschpe, “quanto mais provas, mais o aluno tem de estudar”. Outros fatores, como qualidade do livro didático, e formação dos professores, bem como atuação específica na área de formação são requisitos para um bom desempenho no processo de ensino-aprendizagem. O colunista demonstra, também, no texto não super-valorizar as tecnologias, apontando para a idéia de que todo e qualquer instrumento instrucional (como o computador, por exemplo), são secundários, dependendo do professor para que façam a diferença no contexto educativo em sala de aula. Para ele, a qualidade nas instalações físicas da escola é que fará, de fato, a diferença no processo de aprendizagem. Essas são as questões destacadas como passos iniciais para transformar a educação brasileira. As idéias do autor são expostas de forma clara e objetiva, e embora polêmicas em certo sentido, por contrariar a posição de boa parte da classe dos professores, valorizando essencialmente que a prática educativa de qualidade não está atrelada necessariamente às questões financeiras como, falta de investimento na instituição escolar, baixos salários e etc., mas, ao despreparo dos docentes. Na opinião de alguns críticos do colunista, o fato de Ioschpe ter desfrutado de uma “educação cara” e ter formação em economia, isso favorece o direcionamento unilateral de seus textos a uma educação mais estatística do que vívida, o que torna sua visão problemática e mal aceita por muitos. Entretanto, é possível considerar na leitura muitas questões que, quando valorizadas atentamente como, por exemplo, dispensar qualidade independente de quantidade, podem favorecer muito a prática em sala de aula.

2 comentários:

Vanessa G. Vieira disse...

Olá Nathália. Muito obrigada pela visita! Seu espaço também me trás muitas novidades! Abraços!!!

jaderson disse...

baum muito baum mesmo, parabens"